MÍNIMO CONTO ERÓTICO
A duas portas de distância do Bar da
Esquina Gabriela deixava-se tocar.
Encostando-a ao portão, ele enfiava-lhe
a mão pela braguilha das calças, afastava-lhe as cuecas para o lado e ela…
sentindo a súbita fissão das partes, estremecia.
Enquanto a atormentava com dedos que mais
pareciam anões a desbravar território, ele mordiscava-lhe a orelha e o pescoço.
Num crescendo de luxúria e de tesão,
ali, onde todos poderiam ver, Gabriela entregava-se às delícias extravagantes
não de uma mas de duas mãos, que não paravam de remexer… E as cuecas numa guita,
uma rédea em acção.
De repente agigantadas, ondas
electromagnéticas percorriam todo o seu corpo. Torrentes não paravam de invadir-lhe
o sangue, que fervia.
Com o coração a bater descompassadamente
foi-se abaixo das pernas, mas ele interpôs o joelho sem parar de moê-la.
Já não sabia onde estava, se era gente
ou macaca, isso pouco importava… O que sentia era energia pura, rebentando constantemente
em vagas de puro mel, que ele colhia e com ela partilhava.
“Sim, já podes entrar em mim, cabrão;
porque me deste prazer.”
Agora, para lá do portão que acabaram
por saltar, Gabriela deixava que ele, encostado a uma Oliveira, a pegasse pelas
nádegas montando-a no seu sexo ávido de um orgasmo.
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Lilith – 18 de Setembro de 2013 – 5:07
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