domingo, 10 de novembro de 2013

HUMANOS - QUERO É VIVER

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ELEGIA DA AMIZADE – “Tudo o que resta é Literatura”

Um da tive uma amiga que me disse, estávamos a atravessar a ponte, que todas as amizades são interesseiras.

Se considerarmos o Amor como uma grande árvore de muitos ramos, aí, inclinada para o Sol, encontramos a Amizade.

Como todos os seres vivos, esta árvore precisa da seiva que dá força aos seus braços. Esse alimento, que lhe vem das raízes, por vezes escasseia, devido à seca. È nesses períodos que um ramo esmorece.
Misteriosamente, esta velha árvore a que vamos dar o nome de Bela, sempre que morre um dos seus filhos faz brotar um outro, desigual na sua essência.
Quando lhe morreu a mãe, ainda não há muito tempo, nasceu-lhe um braço. Mas esse braço era estranho. Não se assemelhava aos demais. Com dor, reteve todos os instantes em que esse braço lhe rasgou a casca.
Bela já não era bela, mas continuava a ser uma árvore da qual tudo podia brotar.
A paixão era o ramo do sangue a correr-lhe quente nas veias.
A emoção, essa era um ramo em extinção.
A amizade, a mais bela e doce palavra do Amor, era um fino ramo a empalidecer…
Como devem calcular, neste ponto a árvore apresentava-se com um aspecto um tanto enigmático. Despida de ramagem, com o tronco rachado em várias partes distintas, os braços que ainda sobreviviam estendiam-se tortos, à míngua de uma gota de água.
No entanto, enquanto aqueles ao Sol definhavam, as raízes continuavam a rasgar de forma animal, a terra de que se alimentavam, ainda que esta já não contivesse água mas sangue.

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Lilith – Sexta-Feira – 20 de Setembro de 2013 – 0:29



Tudo o que sei fazer é escrever.
Tudo o que sei fazer é escrever.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

MÍNIMO CONTO ERÓTICO

MÍNIMO CONTO ERÓTICO
A duas portas de distância do Bar da Esquina Gabriela deixava-se tocar.
Encostando-a ao portão, ele enfiava-lhe a mão pela braguilha das calças, afastava-lhe as cuecas para o lado e ela… sentindo a súbita fissão das partes, estremecia.
Enquanto a atormentava com dedos que mais pareciam anões a desbravar território, ele mordiscava-lhe a orelha e o pescoço.
Num crescendo de luxúria e de tesão, ali, onde todos poderiam ver, Gabriela entregava-se às delícias extravagantes não de uma mas de duas mãos, que não paravam de remexer… E as cuecas numa guita, uma rédea em acção.
De repente agigantadas, ondas electromagnéticas percorriam todo o seu corpo. Torrentes não paravam de invadir-lhe o sangue, que fervia.
Com o coração a bater descompassadamente foi-se abaixo das pernas, mas ele interpôs o joelho sem parar de moê-la.
Já não sabia onde estava, se era gente ou macaca, isso pouco importava… O que sentia era energia pura, rebentando constantemente em vagas de puro mel, que ele colhia e com ela partilhava.
“Sim, já podes entrar em mim, cabrão; porque me deste prazer.”
Agora, para lá do portão que acabaram por saltar, Gabriela deixava que ele, encostado a uma Oliveira, a pegasse pelas nádegas montando-a no seu sexo ávido de um orgasmo.
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Lilith – 18 de Setembro de 2013 – 5:07




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A MORTE DO GOVERNO

DIZ-SE QUE O GOVERNO ESTÁ MORTO.

E O PRESIDENTE, NÃO ESTÁ MORTO?

NESTE SALVE-SE QUEM PUDER DOS POLÍTICOS, EM QUE MAIS TARDE OU MAIS CEDO CADA UM FICA POR SUA CONTA, O POVO ASSISTE, APÁTICO OU COMO QUEM AGUARDA UMA ORDEM PARA EXISTIR.

O TEMPO DOS FUTURISTAS JÁ LÁ VAI!
HOJE NÃO HÁ IDEAIS!

DESPIDO, HUMILHADO, FERIDO, O POVO RESIGNA-SE. COMO SE NÃO SOUBESSE CAMINHAR SEM LÍDERES. COMO SE FOSSE APENAS UM CORPO AMORFO, SEM CABEÇA, QUE NECESSITA SER GUIADO PELA MÃO, POIS NÃO VÊ.

ENTRETANTO, LÁ EM CIMA ELES DIGLADIAM-SE.
EM SÃO BENTO É UM ENTRA E SAI DA CASA OFICIAL DO PASSOS COELHO. MUITOS DOS ROSTOS QUE LÁ ENTRAM SÃO DESCONHECIDOS, DADOS QUE OS VIDROS DOS CARROS, TODOS DE ALTA CILINDRADA, SÃO ESCUROS.

CIDADÃOS ANÓNIMOS???

AO FIM DE INTENSAS DISCUSSÕES, PAULO E PASSOS NÃO SE ENTENDEM. TEM DE VIR O PRESIDENTE DO SEU GRUPO PARLAMENTAR PÔR UM FIM À DISCUSSÃO.
O CONGRESSO DO CDS-PP FOI ADIADO; REALIZARÃO APENAS UM CONSELHO DE LÍDERES.

(ASSIM O PAULO PORTAS JÁ NÃO CORRE O RISCO DE SER VAIADO PELO SEU PRÓPRIO PARTIDO EM FRENTE DAS CÂMARAS.)

O SEGURO PARECE UMA CRIANÇA MIMADA A RECLAMAR UM BRINQUEDO, DO QUAL SE SENTE MERECEDOR PORQUE  DESEJA HÁ MUITO.

OS COMENTADORES MULTIPLICAM-SE E OS COMENTÁRIOS FERVILHAM. APONTA-SE A HIPÓTESE DE UM MESMO GOVERNO COM NOVOS LÍDERES, UMA PRESIDÊNCIA PARLAMENTAR.

O GOVERNO ESTÁ MORTO?

E O PRESIDENTE, ESTÁ MORTO?

E O POVO, ESTÁ MORTO?

Lilith
572013




terça-feira, 2 de julho de 2013

O GOVERNO SURREALISTA

Quarta-feira, 03.07.13

NOTAS DO GOVERNO

Há dois dias o Pedrito foi a correr ao palácio, depois de o seu cozinheiro-chefe, o Gasparzinho, lhe ter entregue uma carta aonde se dizia sentido com ele. pois tinha-lhe dado todo seu melhor sem nunca ter sido devidamente homenageado. Queixava-se de estarem todos contra ele, a dizerem que calculava mal a medida de sal e outras barbaridades, e acusava-o de ser o responsável pela sua demissão. Cansado, já não aguentava mais tanta ingratidão.  Mas o pior é que sente muito em baixo, deprimido mesmo, à beira do colapso psicológico e mental (o médico bem que o avisou).

Quer ir embora. Quem sabe, depois da terapia venha a encontrar  emprego noutra casa, uma em apreciem os seus  serviços.


Sentado com o Mestre à mesa de chá do palácio, quiçá com a esposa deste No palácio, excitado, com o olhar inflamado o Pedrito dizia:


Ó chefe, isto foi o melhor que nos podia acontecer. Eu não podia despedi-lo porque os tipos lá da Alemanha iam-me bater... Assim foi muito mais higiénico. Ele apresentou-me a demissão. Está acabado! Pobre diabo! Quase me dá pena... Mas tínhamos de ter um bode expiatório, ou não é verdade?



Hum... hum... --- reflectia o Mestre, com ambos os olhos postos no seu grande nariz.

Mas ainda há melhor, chefe! A minha mulher-a-dias serve muito bem para o cargo que ele ocupava.
É da minha inteira confiança, assim como o Relvas, coitado! Desse até tive pena, mas é a vida, só sobrevivem os melhores.

Vou promovê-la a governanta!

Está bem, dizem que ela anda metida no jogo ilegal, mas qúal  de nós é que não anda?



Numa festa que deu nessa noite, para a qual não convidou o Paulinho, em muitos negócios, o Pedrito anunciou aos presentes (amigos, família, criados e repórteres) que decidira promover a sua mulher-a-dias a governanta, porque o seu seu sócio, quebrando um compromisso de lealdade acabara de fugir com o rabo entre as pernas. 

Mas, felizmente para todos nós, ele encontrara a solução. 



Quando souberam das notícias os habitantes da cidade ficaram perplexos: - Então, mas esta não é a tal que está a ser ouvida na Polícia, por suspeita de ser uma das cabecilhas dos jogos clandestinos?!

A nova governanta tomará posse amanhã! --- Informou o Pedrito aos microfones.


Ai é? Já vais ver como elas te mordem! Não alinho mais contigo. Ficas por tua conta. Eu safo-me, sempre me safei... Olha aquela história dos submarinos..., Mas tu... ? --- ruminava o Paulinho.

Ontem, vingando-se, atirou-lhe com as pastas ao chão. Nelas, iam muitas negociatas para concluir e muitas outras já realizadas.

Se Pedrito ficou aturdido  não foi aqui que o demonstrou.

Já sendo do conhecimento da maioria das pessoas que o Paulinho atirara com os pesados dossiers aos pés do sócio, e que a seguir lhe virara as costas, sem sequer se depedir (afinal eram próximos...), chega o momento da coroação da diva, digo, da governanta que antes era mulher-a-dias. 


Todos os presentes tinham cara-de-pau. 

O Mestre observava atentamente o seu próprio nariz ponteagudo, mirando de vez em quando a premiada.
Mas esta não conseguia disfarçar nem o medo no olhar nem  a crispação do rosto.


O responsável pela conspiração, que culminou na ascensão da Luíz, apareceu sorrateiro já na parte final da cerimónia. Permaneceu durante alguns minutos e tornou a surripiar-se pela porta dos fundos. 
Em todos os momentos em  a câmara o apanhava ele mostrava um sorriso parado, sem vida, e os olhos vidrados.

Será pânico???

Pudera! O Pedrito deixou-lhe uma bomba nas mãos!



Lilith

APAIXONE-SE

Dê espaço ao sentimento...
Deixe-se levar pelo que a toca...
Aventure-se...
Esqueça o que foi e que já não é...
Entregue-se ao instante...
Apaixone-se...
E se mais de uma pessoa a/o fascinar, não se preocupe...
É porque no seu coração cabem todas.

Lilith

NOTAS DO GOVERNO - O Governo Esquizóide

GOVERNO ESQUIZÓIDE

A empregada doméstica do governo passou a governanta.
Braço direito de Gaspar, cabeça de alucinar
com a TROYKA vai guerrear.

Mas a ascensão da criada não agradou
a outro que também era patrão
"Ora ora! Aonde é que já se viu
a mulher que limpa os quartos
ascender a governanta?

Tudo isto aconteceu porque o rochedo ruiu
o urso quedou-se exausto
e quebrado
lá foi recordando o passado.
.
E se tudo isto foi montado,
subrepticiamente armado?

Lilith

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domingo, 30 de junho de 2013

LISBOA

Lisboa tem lábios de Lua
de noite ao luar.
São lábios de vulva macia
de púbis tingida de sonho e de mar.
Lilith

Fogo Perpétuo

Mercenária da chama
Um par de olhos me encanta.

Coração que vagueia
Sem raiz desamparado
Sobre um vil campo minado.

Sem juízo irreflectida
Minha alma anda à deriva
Numa terra endurecida.

No lugar das munições
Trago no cinturão
Uma bomba de relógio
Sempre pronta a deflagrar
Sem me dar tempo a fugir
Ou sequer de recuar.

Lilith

IMAGINAÇÃO

De mente insana
e suposto amor
rebenta a paixão
Senhora dos sentidos
Rainha com razão.

Puta da Imaginação!

Criatura do desejo
causa dos perdidos
escrava sem motivo
e livre sem tensão.

Puta da Imaginação!

Lilith


NOCTURNO

Nocturno


As ondas do mar
num eterno murmúrio
sibilam ao vento
promessas de amor
de uma feiticeira
que à noite se entrega.

O cântico é doce
a Lua está prenhe
mas ao despertar
esse mar salgado
espraiado na areia
vê que ela o engana.
Lilith


Hoje

Hoje eu vou vestir-me
de todas as cores
de todos os afectos
de todos os sonhos.
.
Hoje eu sinto a esperança
nascida no fim dos tempos
como quando era criança
em busca de um novo mundo.
.
Hoje continuo sonhando
numa interminável procura
de ultrapassar o que sou
para correr nas tuas veias.
.
Lilith

Poema sem título

Viver só por viver...
Amar só por amar...
Olhar só por olhar...
Ser feliz sem o saber...
Sentir só por existir!

Lilith